TIRANDO DÚVIDAS

 A psicanalista Marta Teresa Smith de Vasconcellos ( Marta Suplicy) é filha de Luiz Affonso Smith de Vasconcellos (que foi dono de indústrias de papel e cartonagens) e de Noemia Fracalanza Smith de Vasconcellos, e neta do Barão de Itaipava Jaime Smith de Vasconcellos (1884-1933).

Este era filho do 2º. Barão Rodolfo Smith de Vasconcellos, que nasceu em Fortaleza (Ceará) a 23-5-1846 e morreu no Rio de Janeiro a 28-8-1926, filho primogênito dos 1os. Barões. Foi fidalgo de cota de armas e fidalgo-cavaleiro da Casa Real, comendador da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha, membro do Instituto Histórico do Ceará, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, etc. Publicou inúmeros trabalhos genealógicos sobre famílias do Brasil, entre os quais avulta o Arquivo Nobiliárquico Brasileiro, Lausana, 1918, trabalho em que colaborou seu filho o Barão (pontifício) Jaime Smith de Vasconcellos.

O pai de Rodolpho era José Smith de Vasconcellos que nasceu em Lisboa, Portugal, a 10/12/1817, sendo seus pais o Conselheiro José Inácio Paes Pinto de Souza e Vasconcellos e Mary Martha Tustin Smith, natural de Worcester, Inglaterra.

Veio para Fortaleza, a 13/11/1831, para se dedicar à carreira comercial, provavelmente em conseqüência das convulsões políticas de Portugal, nas quais seus irmãos militaram. Com a alcunha de José Barateiro destacou-se no comércio local com uma grande casa “de luxo e distinção”, que se destinava, também, ao comércio direto com o exterior, principalmente para a Inglaterra, Hamburgo e Estados Unidos, onde tinha valiosas relações.

Em 15/091837, casou-se na Matriz de Nossa Senhora da Assunção e São José de Ribamar, em Fortaleza, com Francisca Carolina Mendes da Cruz Guimarães, natural de Canindé, Ceará. Dessa união nasceram os filhos : Rodolpho, Leopoldo e Alfredo.

Exerceu, no Ceará, os cargos de vice-cônsul da Suécia e Noruega, da Cidade Livre de Hamburgo e o de Agente Consular da República dos Estados Unidos da América do Norte. Recebeu os títulos de Comendador da Imperial Ordem de Cristo de Portugal (1870), Fidalgo Cavaleiro da Casa Real Portuguesa (1874), Comendador da Imperial Ordem de Cristo do Brasil e da Imperial Ordem da Rosa do Brasil (1883). Em 1869, foi agraciado pelo rei Luiz I, de Portugal, com o título de 1.º Barão de Vasconcellos.

Posteriormente transferiu-se para a Inglaterra, onde administrou uma casa de exportação em Liverpool, com sucursal em Fortaleza. Fracassando seu comércio, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde serviu em alguns bancos.

 Portanto nada tem a ver com nossa família.

 Informações extraídas de diversos sites da Internet, que fazem referência a família Smith de Vasconcellos.

 Elaborado em 11/06/2003 por Olimpio Vasconcellos Menegatto

  

NOTA

 Todos os filhos de Oscar de Vasconcellos Barros e Lydia Odorinda (Smith) Barros, com exceção de Dulce de Vasconcellos Barros, foram registrados apenas com o primeiro nome. Creio que somente por ocasião das matrículas no Grupo Escolar é que os demais assumiam o sobrenome e neste caso com exceção de Paulo Vasconcellos Barros passaram a assinar Smith Vasconcellos ao invés de Vasconcellos Barros.